terça-feira, 30 de agosto de 2011

presente

Tenho pensado muito na evolução tecnológica e seu significado. Na verdade a evolução tecnológica tem um sentido, aprimora as técnicas, teorias, facilita a vida cotidiana e é responsável pelos meios modernos de comunicação; como internet, telefonemas internacionais, videoconferências dentre outros, assim encurtando distâncias e possibilitando o acesso à recursos antes escassos pelo empecilho da mesma.
O que não consigo compreender na verdade é o ritmo de consumo e de produção, a proporção de produção intelectual, atividade política, social, científica.
Acho que a humanidade já passou/passa por um forte processo industrial, produz aparelhos tecnológicos em larga escala, tem diversos exemplos de políticas fiscais, burocráticas, públicas, sociais. Graças a ferramentas, instrumentos criados pelo homem e pela ciência, temos uma maior acessibilidade, e uma maior convergência de dados. A antropologia, a sociologia e a ciência política foram muito beneficiadas pelas invenções do séc XIX em diante, e hoje em dia o acesso à teses, documentários, filmes, se tornou de uma facilidade incrível.
Digo que temos material o bastante de nossos contemporâneos, antepassados; e diversas tentativas de erros práticas, que nos mostraram o quanto pode ser perigoso tentar alterar o rumo da história de uma forma não-natural; e por isso, cabe a nós, pretensiosamente, convergirmos a história (a prática) à ciência (a teoria).
Marx em ideologia alemã nos diz que a história do homem é a realidade, os fatos são a realidade. E se a teoria não desencadeia nos fatos, na realidade, então está errada, segundo Marx a teoria correta seria a do conflito de classes.
Ele faz uma critica à Hegel sobre tentar entender a história da construção do espírito humano,o que é um tanto contraditório, porque todas as relações de poder, toda a constituição de um indivíduo vai desencadear em um acontecimento/um fato para a sociedade.O que Marx não conseguiu enxergar é que na verdade o que precisamos é de um entendimento do homem sobre o homem, entender como ele se comporta, quais são seus reflexos e suas ações; quais são as suas relações de poder (Focault obteve um certo êxito) e como os indivíduos e as instituições se comportam diante dessas mesmas.
Acredito que essas relações de poder estejam diretamente ancoradas àquele ritmo de consumo e produção ditos no início do texto; porque o desenvolvimento tecnológico faz sentido sim, agora, produção excessiva, consumo excessivo, monopólios, fazem parte de uma relação de poder.
Cabe a nós com a convergência de dados, de diversas sociedades, de diversos exemplos e modelos de políticas diferentes, construirmos com tudo o que temos de melhor, algo novo, digno de formar uma nação mundial. Porque a ONU não passa de uma relação de poder de presidentes; de alguma forma os governos tem que passar a cuidar mais do indivíduo, do seu bem-estar físico e mental, para produzirmos mais intelecto e assim avançarmos enquanto sociedade.
Presencio a cada dia que passa, (e olha que moro no rio de janeiro, sinônimo de higienismo), menos bem-estar físico e mental. Importante dizer que físico e mental é sinônimo de estar bem, em paz consigo mesmo, algo que carece na produção ocidental, nós não conhecemos à fundo o nosso corpo e nem do que ele é capaz.
Devemos sim gozar de recursos tecnológicos e tudo o que eles têm para nos oferecer, mas temos que sair desse estado de inércia, onde nada acontece, e não há previsão para mudanças.
A educação precisa melhorar, a saúde preventiva (educação) precisa melhorar, os costumes individualistas precisam melhorar, as pessoas tem que passar a entender que se cada um fizer o bem, as coisas passam a funcionar melhor, o sistema todo flui.
Temos que passar a produzir focando no futuro, o telos de Hegel ainda não chegou ao fim, e há muito para ser feito.
Igualdade de verdade, liberdade de verdade, conquistar o dom da argumentação; com educação ? É possível; o trabalho está todo à nossa frente.